Pormenor de
um chapéu e de um estoque, durante uma tenta de fêmeas na Praça de Toiros Celestino
Graça em Santarém, no ano de 2007.
quarta-feira, 30 de maio de 2012
terça-feira, 29 de maio de 2012
Morfologia Raça Brava de Lide
A
origem em populações diversas de bovinos ibéricos, bem como, uma selecção com
especial incidência sobre caracteres de comportamento em função dos gostos de
cada ganadeiro, torna a raça Brava de Lide muito heterogénea ao nível da morfologia.
Nesta raça existem praticamente todas as variedades de pelagens e córneas
que se podem observar nos bovinos. Também ao nível do desenvolvimento corporal
há uma grande heterogeneidade, podendo-se encontrar indivíduos que podem atingir os
400 kg e outros facilmente superam os 600 kg de peso vivo.
Tendencialmente
a morfologia dos animais, bem como o comportamento, busca uma homogeneidade
dentro de cada ganadaria. Este aspecto não está apenas vinculado à selecção que
cada ganadeiro imprime, também está interligado com a linha (encaste), ou
linhas (encastes) que cada ganadaria possui.
Na
imagem uma vaca característica da antiga ganadaria de Irmãos Toste, a actual de
João Gaspar. Ao nível da pelagem, esta rês poderia ser caracterizada por ser aluarada, visto que possui a maioria
dos pêlos brancos com malhas pequenas arredondadas de outra cor (negro nesta imagem).
Por possuir a cabeça e pescoço com outra coloração, (neste caso o negro) obtinha
ainda a designação de capirote. Nas
extremidades seria classificada como botineira,
por possuir uma cor diferente nos membros (negro) em relação ao tronco.
Baseado em:
Cid, P. S.
(2001). O Exterior dos Bovinos das Raças Autóctones. Edições Garrido.
segunda-feira, 28 de maio de 2012
Listão
Listão é um
sinal na pelagem dos bovinos que se caracteriza por uma lista, ou risca sobre a
linha dorsal do toiro. Na imagem a lista do toiro nº 203 da ganadaria Casa
Agrícola José Albino Fernandes durante a tourada à corda no Pico da Urze a 21
de Maio de 2012.
domingo, 27 de maio de 2012
Pega à Unha
O termo pegar à
unha significar agarrar o animal com as mãos. Na foto o forcado Helénio Melo
numa pega à córnea a um exemplar da Casa Agrícola José Albino Fernandes no
concurso de ganadarias da Feira Taurina de S. João de 2009.
sábado, 26 de maio de 2012
Pastor do "Ti Humberto"
Pastor da ganadaria de Humberto Filipe na tourada à corda perto do antigo hospital de Angra do Heroísmo.
sexta-feira, 25 de maio de 2012
Passe de Peito
Passe de peito do novilheiro Juan Duque numa tenta de uma vaca brava de Irmãos Toste na Praça de Toiros da Ilha Terceira.
quinta-feira, 24 de maio de 2012
Solitário
Nos campos húmidos do interior da
ilha Terceira o gado bravo pasta longe dos olhares indiscretos do grande
público. O toiro nº 221 da ganadaria de Eliseu Gomes, caminha solitário na pastagem
envolvida pelo nevoeiro.
quarta-feira, 23 de maio de 2012
Peão de Brega
Foto de um peão
de brega, onde está evidenciada a jaquetilha (jaqueta do traje de luces),
montera (chapéu dos toureiros a pé) e coleta (objecto na nuca, preso ao
cabelo).
terça-feira, 22 de maio de 2012
Ágeis como Feras
Os toiros
bravos das ganadarias açorianas, mas em particular da ilha Terceira, sempre
foram conhecidos pelo seu tamanho reduzido e por uma grande agilidade.
As faculdades
físicas destes animais estão de certo modo relacionadas com o ambiente onde
vivem. Os solos pobres dos terrenos vulcânicos em altitude, muitas vezes
carentes de luz solar devido à excessiva nebulosidade, não permitem um
crescimento de forragem de qualidade. As áreas reduzidas das ganadarias por
vezes levam a um pastoreio algo intensivo, não permitindo o crescimento da
pastagem.
Em conjunto,
os recursos que as ganadarias possuem e a inexistência de exigências ao nível
de um peso mínimo dos toiros para as touradas à corda, faz com que os
ganadeiros forneçam aos animais, o alimento essencial para a sua manutenção e
que permita um desempenho eficiente nos caminhos da ilha.
O que é facto
é que estes factores associados à experiencia que os toiros adquirem nas
touradas à corda, permite criar animais com características próprias e que
muitas vezes resultam extremamente perigosos.
Em 2007 na
freguesia dos Biscoitos (zona norte da ilha), durante uma tourada à corda com
toiros de Rego Botelho e Ezequiel Rodrigues, tentei captar apenas a investida
do toiro. Fotografei este exemplar de Rego Botelho, com as hastes dirigidas
para cima (corniveleto), característica comum nos toiros da tourada à corda e penso
que a imagem conseguida é bem elucidativa, não só na agilidade do animal na sua
forma de investir, mas também na forma codiciosa que tenta alcançar a manta do
capinha.
segunda-feira, 21 de maio de 2012
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